Dia 12

Roteiro pelo Peru

Lago Titicaca: Uros e Taquile

Andes, Lago Titicaca

O Lago Titicaca é um daqueles lugares onde a paisagem e a história parecem estar permanentemente ligadas. Situado a mais de 3.800 metros de altitude, é o lago navegável mais alto do mundo e ocupa um lugar importante na cultura e nas tradições das populações que vivem nas suas margens e ilhas.

Partimos cedo de Puno para conhecer as famosas ilhas flutuantes dos Uros. Construídas com totora, uma planta aquática que cresce no próprio lago, estas ilhas são mantidas através da colocação sucessiva de novas camadas de totora. Também as habitações, embarcações e outros elementos utilizados pelas comunidades estão tradicionalmente ligados a esta planta.

A visita permite conhecer um modo de vida muito diferente daquele que encontramos nas cidades peruanas, embora seja importante lembrar que esta é hoje uma experiência muito procurada pelos visitantes e, por isso, bastante integrada nos circuitos turísticos do Lago Titicaca.

Seguimos depois de barco até à ilha Taquile, onde a experiência é bastante diferente. Aqui conhecemos uma comunidade cuja vida continua profundamente ligada ao lago, à agricultura e às tradições locais. A ilha é particularmente conhecida pelo seu trabalho têxtil, uma tradição tão importante para a comunidade que a sua arte têxtil foi reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Percorrer Taquile significa também caminhar. A ilha tem uma paisagem marcada pelos campos agrícolas, pelas pequenas povoações e pelas vistas abertas sobre o Titicaca. E, a esta altitude, até uma caminhada aparentemente simples pode exigir algum esforço.

Foi um dia em que a paisagem, por si só, já justificava a viagem, mas em que foram sobretudo as pessoas, a cultura e a forma como estas comunidades continuam ligadas ao lago que tornaram a experiência especial.

Alternativa: se tiveres mais tempo, não precisas de limitar a experiência do Titicaca às visitas mais conhecidas. Existem outras ilhas e comunidades onde é possível ficar mais tempo, fazer uma experiência de homestay ou simplesmente conhecer o modo de vida local com maior proximidade. É uma boa opção para quem prefere viajar mais devagar e ter um contacto mais prolongado com as comunidades andinas.


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