Road Trip pelo Chipre
Ayia Napa → Cabo Grego

Praias, grutas e o azul intenso do Mediterrâneo
Depois de um dia dedicado à história de Famagusta e Salamis, era altura de conhecer uma das zonas mais famosas do litoral cipriota.
Ayia Napa é provavelmente o nome mais associado ao turismo balnear no Chipre. Mas, apesar da fama, rapidamente percebemos que a região tem muito mais para oferecer do que praias e vida noturna.
Começámos por explorar Ayia Napa, passando pelo centro e pelo Mosteiro de Ayia Napa, que deu o nome à localidade. A partir daqui, seguimos em direção à costa, onde a paisagem começa a transformar-se.



Makronissos Beach e as praias de Ayia Napa
Uma das primeiras paragens foi a Makronissos Beach, conhecida pela areia clara e pelas águas pouco profundas e transparentes.
Mas há algo particularmente interessante nesta praia: muito perto da areia encontram-se os Makronissos Tombs, túmulos escavados na rocha que mostram que esta região tem uma história muito mais antiga do que o atual turismo balnear. Esta é uma das características de que mais gostámos no Chipre: uma praia paradisíaca pode estar literalmente ao lado de um vestígio arqueológico com séculos de história.
Potamos Liopetriou
Seguimos depois para Potamos Liopetriou, uma zona costeira com uma atmosfera bastante diferente da de Ayia Napa.
O pequeno porto, as embarcações e a paisagem mais tranquila mostram-nos uma faceta mais tradicional da relação dos cipriotas com o mar.
E, mais uma vez, viajar de carro revelou-se uma excelente forma de conhecer esta parte da ilha. As distâncias são relativamente curtas e permitem combinar praias, pequenas localidades e paisagens naturais sem passar o dia inteiro na estrada.


Cape Greco: o lado selvagem do Chipre
O parque natural de Cape Greco é uma das paisagens costeiras mais impressionantes do sudeste do Chipre. Falésias de calcário, grutas marinhas, pequenas enseadas e o Mediterrâneo em vários tons de azul criam um cenário completamente diferente das praias mais urbanizadas de Ayia Napa.
Aqui vale a pena simplesmente parar, caminhar um pouco, aproximarmo-nos das falésias, procurar os melhores miradouros e deixar o olhar perder-se no mar.
Ao longo da costa de Cape Greco encontramos ainda várias formações rochosas e pequenas grutas escavadas pelo mar. A água extremamente transparente e as formações calcárias tornam esta zona particularmente interessante para quem gosta de snorkelling, mergulho ou simplesmente de nadar em águas tranquilas. Não é preciso escolher apenas um lugar. O melhor de Cape Greco está precisamente em percorrer a costa e ir descobrindo pequenas enseadas e miradouros pelo caminho.
Esta região merece ser incluída num roteiro pelo Chipre mesmo por quem não procura apenas praia.
Nissi Beach: o cartão-postal de Ayia Napa
E, claro, não podíamos terminar a nossa passagem por Ayia Napa sem conhecer a famosa Nissi Beach.
Areia clara, água transparente e aquela tonalidade azul-turquesa que parece quase irreal fazem desta uma das praias mais conhecidas do Chipre.
É também uma das zonas mais movimentadas, sobretudo na época alta. Ainda assim, vale a pena conhecer — nem que seja apenas para perceber porque se tornou uma das imagens mais reconhecidas do litoral cipriota.




| Dois dedos de História… Ayia Napa era originalmente uma pequena comunidade ligada à agricultura e à pesca. O nome da localidade está associado ao seu antigo mosteiro, construído junto de uma gruta onde, segundo a tradição, foi encontrada uma imagem da Virgem Maria. Foi sobretudo a partir da segunda metade do século XX que o turismo transformou completamente a região. As praias e o clima mediterrânico atraíram visitantes de todo o mundo e Ayia Napa passou de pequena comunidade costeira a um dos destinos turísticos mais conhecidos do Chipre. Mas, apesar dessa transformação, basta afastarmo-nos um pouco das zonas mais turísticas para encontrarmos outra Ayia Napa: falésias, grutas, pequenas enseadas e vestígios arqueológicos que lembram que esta costa tem uma história muito anterior ao turismo. |
Depois de dois dias tão diferentes vagueando entre muralhas, ruínas e a história de Famagusta, e depois entre praias, falésias e o azul de Cape Greco, a nossa viagem pelo Chipre aproximava-se do fim.

No dia seguinte, seguiríamos novamente para Lárnaca, onde teríamos tempo para aproveitar a cidade antes do regresso a Lisboa.